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GESTÃO·Setembro 2026
Informação financeira que apoia a decisão
Muitas empresas fecham as contas a tempo e continuam sem saber responder às perguntas que interessam à gestão.
Fechar contas dentro do prazo é uma obrigação. Não é, por si só, informação de gestão. A diferença está naquilo que se consegue ler nos números depois de fechados: onde está a margem, que clientes pesam na tesouraria, que custos crescem mais depressa do que a receita.
Na prática, três leituras cobrem a maior parte das decisões correntes. A primeira é a margem por linha de actividade, e não apenas o resultado global — é aí que se percebe o que sustenta a empresa. A segunda é a tesouraria projectada a doze semanas, que antecipa problemas que o balanço só mostra mais tarde. A terceira é o desvio face ao orçamento, lido todos os meses e não apenas no encerramento.
Nenhuma destas leituras exige sistemas complexos. Exige que o plano de contas esteja desenhado para responder a perguntas de gestão, que o fecho mensal tenha uma data fixa e que alguém apresente os números a quem decide.
Quando isto está montado, a contabilidade deixa de ser um arquivo do passado e passa a ser um instrumento de decisão.